Dentro de mim há alguém
que sente que vive,
deseja e anseia
a paz, a liberdade e o amor
Dentro de mim há alguem
que nasceu do alto,
é fruto bendito do amor de Deus
Dentro de mim no mais profundo,
este alguém sou eu de fato,
comprado, lavado, remido pelo sangue redentor de Jesus
Dentro de mim, a semente eterna está, semente de Deus que não pode pecar,
que me enobrece e me faz ser filho daquele que É
Como um pássaro que voa, assim minh'alma se liberta e percorre a amplidão da liberdade no amor.
Completamente livre, amado, aceito e justificado!
Este alguém sou eu....em Jesus, Jesus em mim, eu em Jesus.
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A auto ajuda ensina coisas que fazem vender milhões de livros, CDs, DVDs ao ano.
Porque ela ensina que todo homem pode desenvolver seus potenciais e formatar um novo destino, de vitória na vida.
Filosoficamente, entretanto, a auto-ajuda se choca com o Evangelho em alguns pontos, porque afirma que o homem é o centro de si mesmo, que o homem deve construir sua vida independente de Deus.
O Evangelho ensina que Deus , em Cristo passa a ser o centro da existência no momento em que alguém por ele é remido.
Eu faço uma análise crítica, entretanto, mostrando que como crentes devemos ser aptos a examinar tudo e reter o que é bom (1 Tessalonicences 5:21)
Isto inclui o ensino da auto-ajuda.
O universo não conspira a nosso favor como alguns mestres da auto-ajuda ensinam, mas o Criador é quem dirige tudo. Temos que mostrar isto a quem deseja saber.
Mas o que eles chamam de princípios do sucesso, nós devemos crer porque são princípios verdadeiros que Deus estebelece.
Trabalho, mente positiva, organização, metas, mudança de mente, desenvolvimento do potencial, etc.
Analisando as coisas, vemos pela revelação de Deus que o homem caiu e foi destituído da Glória de Deus, nesse sentido, ele não tem acesso a Deus, nem tem justiça própria perante Deus, necessitando portanto, da salvação de Deus em Jesus.
Mas é sabido e constatado, também, que o homem ainda possui capacidades e potenciais, mesmo caído.
É sabido e constatado pela vida e pela experiência, que muitos , ainda que não conhecendo o Evangelho vivem uma vida íntegra, nobre, trabalhadora, produtiva.
Assim como da mesma raça caída pode sair gente boa e gente ruim, não se trata de salvos e não salvos, mas melhores e piores comparando-os apenas entre si, nunca em relação a Deus. (Pois em relação a Deus, como afirmou Jesus, não há ninguém bom a não ser Deus)
Aí vemos do ponto de vista natural o potencial humano e os recursos humanos, que podem ser mal usados ou bem usados, podemos ser bandidos perversos ou artistas criativos, assassinos ou bem-feitores.
Estou falando apenas do ponto de vista natural. Portanto neste prisma natural, podemos verificar que os seres humanos podem usar seus recursos (vindos claro, de Deus) e serem pessoas prósperas, produtivas, amorosas, generosas, etc.
Mas também vemos pela prática e pela experiência que nem sempre é assim.
Por muitos fatores, os humanos variam de comportamento, caráter e temperamento.
O Evangelho, por sua vez, é a salvação para todos os que creem em Jesus.
Trata-se de uma operação sobrenatural de implantação de uma nova natureza de Deus no homem.
Não se trata de melhorar o que tínhamos, mas de dar algo novo.
O que tínhamos tem que ser trabalhado por nós mesmos, nossa criatividade, inteligência e potenciais.
O novo é operado pelo Espírito, de Deus e exercitado por nós.
Em outras palavras, aquilo que é chamado de auto-ajuda, não tem nada a ver com a operação do Espírito (ajuda do alto)
Porque o primeiro é algo que todos os homens podem praticar, o segundo somente os nascidos de novo podem.
Meu pensamento mais atual é que todos devíamos fazer o melhor como humanos para termos as melhores atitudes para com a vida, independente da crença na salvação ou não, porque só pelo fato de sermos humanos, temos muito o que pensar, realizar e crescer.
Mesmo depois de crermos em Cristo, não deveríamos perder de vista a continuidade do desenvolvimento do potencial humano, porque o humano em Cristo passa a ser santificado, ou seja, ele passa a ter um potencial santificado e abençoado em Cristo.
O problema é que a maioria dos que se dizem crentes têm uma mentalidade que funciona pior do que a de muitos incrédulos bem sucedidos.
Porque, antes de Cristo nunca operaram seus potenciais, e agora, em Cristo continuam medíocres, ou piores.
Assim, vemos músicos não cristãos exímios, virtuoses, e músicos cristãos medíocres.
O mesmo nos esportes, ciências, na medicina, no mundo dos negócios, etc.
Quando se trata de viverem a natureza de Cristo neles, encontram uma contradição enorme
Porque Jesus nunca foi medíocre, nem é.
Mas nós conseguimos ser!
Temos potencial humano ou não, este é o ponto...Claro que sim. Esta é a resposta.
Mas estamos em Cristo, tudo o que é nosso é de fato de Cristo, nosso potencial é dele, fomos comprados por Ele.
Como eu disse acima, todo ser humano deveria explorar seu potencial, mesmo que seja não crente, e muitos o fazem (mais que os crentes)
Mas nós crentes temos uma mentalidade confusa a este respeito e eu creio que isto é assim por conta da nossa visão acerca do homem caído, do pecado e da justificação.
Porque , na maioria das vezes, enxergamos a salvação como uma libertação de maus hábitos apenas, ou de vícios.
Mas o não crente pode se libertar de vícios também. O que ele não consegue fazer é lidar com o problema do pecado natureza que nele está.
Neste sentido, a pessoa pode ser completamente liberta de vícios, pode ter uma mente preparada para o sucesso , mas mesmo assim estar separada de Deus, se o sacrifício de Jesus não estiver sendo apropriado pela fé , por ela.
Por outro lado, o que se diz crente pode se ver livre de alguns vícios básicos como fumar ou beber, pode ter domínio na área sexual, mas ser um fracasso como pessoa, no que diz respeito aos seus potenciais não desenvolvidos, o crente pode ser preguiçoso e crente, salvo preguiçosamente. Neste sentido, continua viciado, sim, no fracasso.
Vemos então com nitidez a disparidade que pode existir entre um não crente operoso e um crente ocioso.
A fé no Salvador Jesus Cristo deve me fazer enxergar a verdade
A Palavr de Deus diz:
"Pois, quem quer amar a vida, e ver os dias bons, refreie a sua língua do mal, e os seus lábios não falem engano;
aparte-se do mal, e faça o bem; busque a paz, e siga-a." (1 Pedro 3:10-11)
Pedro, creio , estava citando o salmo de Davi (34) como um princípio que é universal da parte de Deus para todos.
Ninguém vê felicidade na vida se não plantar boas coisas.
E o faz evitando certas coisas e perseguindo outras.
Evitando:
Usar a língua para o mal e usar a boca para falar engano
Apartando-se do mal
Buscando:
Faça o bem
Busque a paz e siga-a (persiga-a, com gana)
Tem não crente que faz isto e vê dias bons.
Tem crente que não faz isto e vê dias maus
Tem não crente que aprende a usar a língua para dizer a verdade a respeito de si mesmo e do próximo
Afirmando seu potencial, encorajando a si mesmo e a outros
Tem crente que é um poço de desencorajamento
Usa a boca para exprimir pessimismo e maledicência
Nossa boca deve falar o que é bom e não o engano
Falar a verdade que cremos.
Assim, tem muita gente da auto-ajuda que vive suas convicções e alavanca a vida. Nós temos , todavia maiores condições de sermos bem-sucedidos por estarmos em Cristo, não devemos então nos acomodarmos na mediocridade.
Como crentes devemos focalizar 3 coisas se quisermos vencer na vida:
1. Nossa posição em Cristo
2. O potencial que ele nos tem dado
2. Usarmos nossas bocas para construir nossa convicção
Falar o que é bom é falar (sobre o que é justo, puro de boa fama, que possui virtude)
Falar sobre o favor de Deus e da vida como colheita de bondade
Falar sobre expectativas do que é bom e não mal
Os mestres da auto-ajuda falam das duas posições inferiores (Ensinam a falarmos coisas boas e sobre o nosso potencial, nisto nós temos uma intersecção com eles, mas eles não ensinam nossa posição em Cristo)
Creio que o que há de errado com a nossa geração de crentes é que perdemos de vida o conceito de consagração
O conceito de consagração tem a ver com separação voluntária, abstinência de coisas ilegítimas e até mesmo legítimas, dependendo do caso.
Comer era algo legítimo para Daniel, mas ele se recusou em comer dos manjares que o rei da Babilônia servia, por que? Por conta da idéia de consagração a Deus.
Daniel 1:3-5 Então disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos que trouxesse alguns dos filhos de Israel, dentre a linhagem real e dos nobres,
jovens em quem não houvesse defeito algum, de bela aparência, dotados de sabedoria, inteligência e instrução, e que tivessem capacidade para assistirem no palácio do rei; e que lhes ensinasse as letras e a língua dos caldeus.
E o rei lhes determinou a porção diária das iguarias do rei, e do vinho que ele bebia, e que assim fossem alimentados por três anos; para que no fim destes pudessem estar diante do rei. Daniel, porém, propôs no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto pediu ao chefe dos eunucos que lhe concedesse não se contaminar.
Consagração mesmo traz sofrimento.
Ninguém quer sofrer, antes todos queremos prazer.
Bem-estar, comodidade, prazer, é o que desejamos mais nesta geração.
Mas consagração traz sofrimento imediato na alma, por atacar a carne na alma. A carne sendo deposta sofre. O pecado só ganha espaço como prazer porque hesitamos em depor aquilo que mais é contra nós
Pensamos, pelo menos num nivel subliminar: Que vou ganhar se me consagrar? E o que vou perder se me consagrar? Pelo jeito, as coisas que achamos que vamos perder pesam mais do que as coisas que achamos que vamos ganhar.
E consagração tem tudo a ver com estas realidades do perde-ganha, do peso das coisas, do sofrimento versus o bem-estar.
Antes do verdadeiro bem estar saudável do Espírito vem um sofrimento da disciplina e da renúncia.
Creio que devemos resgatar esta idéia Bíblica da consagração, com o fim de conhecermos mais de Deus.
Como Moisés que fez uma escolha que poucos querem fazer hoje: Deixar prazeres imediatos em troca por uma vida consagrada a Deus.
Hebreus 11.25 (Moisés) preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado
A LUTA DA CARNE CONTRA O ESPÍRITO
(Pr Israel Silva)
" a despojar-vos, quanto ao procedimento anterior, do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano;
a vos renovar no espírito da vossa mente;
e a vos revestir do novo homem, que segundo Deus foi criado em verdadeira justiça e santidade."
Efesios 4: 22-24
Uma enorme quantidade de crentes tem muito problema em entender como é que Deus nos enxerga.
Hoje em dia, muitas pessoas estão lutando contra os impulsos de sua natureza pecaminosa usando a força da vontade, o que é absolutamente ineficaz. Não se vence a força da carne e do pecado pela determinação apenas da vontade. É preciso entender certas verdades primeiro e crer nelas. A verdade assimilada pela fé promove as condições necessárias na mente e no coração para que o Espírito vença a carne.
Deus nos diz em Oséias: O meu povo está sendo destruído porque lhe falta o conhecimento (Oseias 4.6)
Falta o conhecimento do que Deus já fez por nós em Cristo.
A Bíblia ensina que somos espírito, alma e corpo:
"E o próprio Deus de paz vos santifique completamente; e o vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo." (1 Tessalonicenses 5.23)
Quando somos salvos Deus faz uma obra completa e instantânea em nossos espíritos, somos vivificados em espírito, nascemos de novo em espírito, somos regenerados em espírito.
Pois como em Adão todos morrem, do mesmo modo em Cristo todos serão vivificados. 1 Corintios 15.22
Em Cristo todos são vivificados e isto acontece no espírito, não na alma e nem no corpo
Mas quando apareceu a bondade de Deus, nosso Salvador e o seu amor para com os homens,
não em virtude de obras de justiça que nós houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou mediante o lavar da regeneração e renovação pelo Espírito Santo (Tito 3.5)
O verbo no passado: nos salvou, fala de algo que já aconteceu, Cristo nos salvou pela regeneração (literalmente: re = de novo; generação = geração - ou seja fomos gerados de novo, re-generados, coisa esta que acontece em nosso espirito, não em nossa alma e corpo.)
Pedro diz o mesmo:
Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos. (1 Pedro 1.3)
O verbo também no passado indica algo ocorrido e categórico, algo realizado no espírito, não na alma nem no corpo.
Jesus já ensinava que isto deveria ocorrer com todos os que cressem, a fim de verem o Reino de Deus.
Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, (re-generar) não pode ver o reino de Deus. (João 3.3)
Jesus coloca como necessidade primordial que as pessoas experimentem um nascer do espírito, ou seja a operação do Espírito Santo em nosso espírito, vivificando e colocando a natureza dele em nós...em nosso espírito, não no corpo nem na alma.
Necessitamos essa operação do Espirito de Deus a fim de nascermos da natureza dele.
disse Jesus: O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.
Nascer do espírito é sinônimo de ser regenerado ou vivificado em espírito, e isto acontece no espírito, não no corpo, nem na alma.
Paulo repete isto, dizendo:
Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados. (Efesios 2.1)
e a vós, quando estáveis mortos nos vossos delitos e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-nos todos os delitos ( Colossenses 2.13)
Note o verbo novamente no passado, indicando que Jesus não vivificará (futuro), ele JÁ vivificou (passado) trouxe VIDA, ao nosso espírito, porque fomos regenerados, temos a natureza de Cristo no nosso espírito, portanto, em nosso espírito temos tudo da natureza divina em nós, em nosso espírito somos santos e não imundos, benditos e não malditos, somos filhos e não criaturas. Temos tudo o que necessitamos para vivermos em vitória e santidade dentro do nosso espírito. Como uma semente possui todo o potencial nela para desenvolver uma planta segundo a sua espécie, assim temos a semente de Deus em nosso espírito para desenvolvermos a vida de Cristo em nós, veja só:
"visto como o seu divino poder nos tem dado tudo o que diz respeito à vida e à piedade, pelo pleno conhecimento daquele que nos chamou por sua própria glória e virtude" (2 Pedro 1.3)
De fato Jesus nos tem dado tudo para termos a vida dele em nós, dentro do nosso espírito, pelo seu poder.
Já temos a natureza completa de Cristo dentro do nosso espírito, e precisamos saber agora como desenvolver essa semente, ou seja, fazer com que nossa alma e corpo sejam dominados pela vida que já está no espírito. Paulo chama isso de "Andar em espirito" Galatas 5.16) O problema dos crentes não está no espírito e sim na alma.
O espírito possui três faculdades - Intuição, Comunhão e Consciência e foi criado para ter perfeito contato com Deus.
A alma possui três faculdades - Mente, Emoções e Vontade
Se você entender um pouco sobre a alma, você pode ter grande vantagem em vencer a natureza pecaminosa, porque a carne e o pecado não agem no espírito e sim na alma
AS 3 faculdades da alma
Mente - Conjunto de raciocinios humanos e padrões de entendimento e pensamento, consciente e sub-consciente. Não é o mesmo que cérebro, que é a parte física onde se processam os pensamentos e sim algo que vai além do físico, quando alguém abre a cabeça humana vê o cérebro, nunca a mente, pois mente é algo subjetivo.
Quando somos regenerados nosso espírito se renova cem por cento e recebemos a natureza de Deus, mas a Bíblia diz que isto não aconteceu na mente, que é parte da alma, portanto é tarefa nossa aprendermos a pensar de acordo com a Palavra de Deus, Paulo chama isto de sermos tranformados pela renovação da mente:
"E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus." (Romanos 12.2)
Emoções - (Chamadas na Bíblia de coração) É a parte afetiva do ser humano, corresponde ao nosso sentir. Coração enquanto emoções é a séde dos afetos e sentimentos, é algo poderoso porque move (moção) o homem, os impulsos da emoção realmente tem capacidade de nos levar a ações e atitudes, por isto Deus nos ordena: "Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração porque dele procedem as fontes da vida." Proverbios 4:23
Se a carne - natureza pecaminosa presente em todos nós - dominar o coração (emoções) conseguirá nos impulsionar a atos e atitudes pecaminosos, porque sentiremos impulsos emocionais na direção do êrro, do pecado, o que a Bíblia chama de paixões da carne. Paixões ou concupiscências da carne, segundo a Bíblia, nada mais são do que emoções, desejos, impulsos emocionais gerados pela natureza caída, pecaminosa. Se pelo contrário, aprendermos a permitir que o espírito já re-generado comece a gerenciar as emoções e o corpo, teremos vitória sempre crescente.
"Porque se viverdes segundo a carne, haveis de morrer; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis." (Romanos 8:13)
As obras do corpo são as ações, palavras e atitudes movidas pelas emoções impuras da carne chamadas de paixões ou conscupiscências. As emoções (parte da alma) presidem o corpo.
Mas o espírito pode promover outros tipos de emoções, desejos e inclinações na alma, a fim de que o corpo seja impulsionado por outra fonte, que não a carne e o pecado.
Quando o primeiro homem foi criado por Deus, a ordem correta era que seu espírito presidia suas emoções (alma) e seu corpo.
Ao pecar, houve uma inversão no homem, seu espírito ficou mortificado e sua alma (mente, emoções e vontade) ganharam a presidência do ser.
Jesus veio então trazer a nós a ordem correta novamente, primeiro vivificando ou re-generando nosso espírito a fim de que pelo espirito, nossas almas tenham novos sentimentos e impulsos que dominem o corpo.
Vontade- Vontade não é a mesma coisa que desejo. As pessoas confundem vontade com desejo. Na Bíblia porém, vontade é o que dirige o desejo.
Desejo é o impulso emocional de querer algo, vontade é a capacidade de dizer sim ou não ao desejo.
Por exemplo: Uma pessoa diz: Estou com vontade de comer abacaxi. Errado.
O certo é: Estou com desejo de comer abacaxi.
Se essa pessoa comer o abacaxi será porque ela usou a vontade para dizer sim ao desejo.
Se pelo contrário ela não comê-lo, será porque ela usou avontade para dizer não ao desejo.
A vontade é a capacidade da alma de deliberar sobre as coisas, de aceitar ou rejeitar, de decidir e escolher.
O crente deve usar sua vontade para andar em espírito, porque assim receberá capacidade superior para vencer seus impulsos, mas terá nenhum sucesso se usar sua vontade para tentar brecar os impulsos pecaminosos, simplesmente porque a alma está sob o domínio da natureza carnal, logo sua vontade estará sujeita àquele domínio, eis porque milhares de pessoas desanimam, porque não compreendem este principio de Deus.
Usando sua vontade, o crente pode usar a fé e crer que em seu espírito, ele não é pecaminoso como é em sua alma carnal. Pode crer na Palavra que ensina que em seu espírito ele possui uma natureza incorruptivel, celestial, com todas as virtudes e capacidades da natureza de Cristo.
Assim, os impulsos e desejos provindos da natureza carnal continuarão vindo sobre a alma, mas gradativamente perderão força no corpo, porque agora o crente vive sob outro princípio, o do espírito. Sua alma não mais preside, porque ele aprende a não viver por emoções, sentimentos e desejos, mas coloca os impulos da alma e do corpo em sujeição ao espírito, primeiro pela fé, crendo que isto É uma realidade, depois pela perseverança em vencer as fissuras no corpo, as emoções criam fissuras na alma e no corpo, como uma droga também cria, e assim como um drogado que decide parar com as drogas sentirá fissuras do vício, assim nossos mal desejos produzirão em nós durante um período fissuras de vícios de alma, somos viciados em sentir coisas, sentir prazer, por exemplo, mas se nossos prazeres foram movidos pela natureza carnal, esses prazeres na verdade geram uma escravidão de alma, que vai ser vencida pelo poder do Espírito Santo que habita em nosso espírito regenerado.
-XXXX-
Isto posto, poderemos entender algumas coisas essenciais a fim de andarmos em vitória interior.
Poderemos compreender melhor alguns textos da Palavra que nos eram familiares mas não nos fazia muito sentido. Exemplo:
"Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo." (2 Corintios 5:17)
Paulo é categórico em dizer que se alguém está em Cristo, com certeza É uma nova criatura, e que TUDO se fez novo. Mas quando nos convertemos, vemos que nosso corpo não foi feito novo, continuamos obesos ou magros, saudáveis ou enfermos. Também vemos que nosso raciocinio não se fez novo automaticamente, e que ainda continuamos lutando com nossas emoções e desejos, por que?
Porque a obra realizada por Jesus teve lugar em nosso espírito, é no espirito que SOMOS novas criaturas.
Aqui começa a verdadeira revelação que nos dá uma completa mudança de mentalidade em relação a nós mesmos.
Jesus disse: O espirito na verdade está pronto, mas a carne é fraca.
Quando somos regenerados em espírito por Deus, nosso espírito recebe uma transformação radical e completa, irreversível.
Mas nossas mentes (que fazem parte da alma) precisam ser renovadas, ou seja, precisam aprender a pensar de acordo com o que já somos em espírito, e este é um trabalho que Deus coloca sob a nossa responsabilidade. Paulo nos ordena: "Transformai-vos pela renovação da vossa mente" (Romanos 12.2)
Em outras palavras, Paulo está dizendo: Transformem suas almas pela renovação da mente
Nosso espírito JÁ está transformado, é NOVO, não precisa de um processo tranformatório, mas nossa alma precisa restauração, transformação, e tudo começa quando colocamos a verdade na mente, a chave para transformar a alma é transformar a mente, e fazê-la pensar de acordo com o que Deus diz.
* NOTA IMPORTANTISSIMA: Deus nos enxerga no espírito, e não na alma, isto significa que Ele trata conosco baseado no que ELE fez em nosso espírito.
Vamos traduzir isto para uma situação prática do dia-a-dia:
Digamos que um crente tem uma luta enorme com seus instintos pecaminosos diariamente. Ele aceitou a Cristo de verdade, foi tocado pelo Espírito Santo, quer seguir a Cristo de verdade, mas em sua mente continuam a vir pensamentos sujos ou errados, seu corpo e suas emoções parecem não querer concordar com sua vontade de andar de acordo com a vontade de Deus, então os dias passam e este crente se desespera, porque não somente seus pensamentos são errados, como suas emoções e desejos o levam a praticar coisas que ele sabe serem prejudiciais, no entanto quanto mais ele se esforça para parar com isto, usando sua vontade, menos poder ele alcança a fim de mudar. Ele se culpa o dia todo, porque depois de conseguir satisfação pelos atos pecaminosos vem um sentimento de frustração e culpa enormes.
Então ele acaba pensando coisas assim: Deus não pode me perdoar de novo, ele já me perdoou demais.
Ou então: Eu não devo ser crente de verdade, nem salvo, porque se fosse venceria tudo isto.
Ou ainda: Deus deve estar com muita raiva de mim pelos meus constantes fracassos, mal posso orar de vergonha , de culpa e de mêdo.
O que este crente ainda não entendeu é que Deus não lida conosco baseado no que nossa alma é, ou no estado que nossa alma está, ele nos vê em espírito, ou aquilo que ele FEZ em nosso espírito.
Sentimentos e pensamentos estão no campo da alma, não do espírito. Então Satanás usa isto como uma forma de enganar o crente e de o fazer muito infeliz. Agora Satanás não pode impedir que o espírito do crente não seja re-generado, porque ele já foi, resta-lhe apenas usar estratégias de engano manipulando os pensamentos do crente a fim de que não entenda a verdade e seja liberto na alma.
O Novo Homem
Quero que você entenda claramente uma coisa: Somos novas criaturas em espírito, regenerados, vivificados.
Somos espírito, alma e corpo, nossas almas precisam de renovação e cura que acontece num processo, somente nosso espírito foi restaurado instantaneamente.
A salvação de Jesus então acontece em três estágios:
Fomos salvos
Estamos sendo salvos
Seremos salvos
Fomos salvos no espírito (passado)
Estamos sendo salvos na alma (presente)
Seremos salvos no corpo (futuro)
O mais importante já aconteceu, FOMOS restaurados de uma vez por todas no espírito, nascemos de Deus, temos a mesma natureza de Cristo lá dentro. Por isso, Deus olha do céu e vê nosso espírito, e vê que há justiça perfeita nele, dada por Cristo, em nosso espírito, chamado de Novo Homem, em nosso espírito não existe variação emocional, o que é coisa da alma, antes, existe perfeita retidão, justiça e verdade plantadas em nosso espírito, veja:
"a despojar-vos, quanto ao procedimento anterior, do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano;
a vos renovar no espírito da vossa mente;
e a vos revestir do novo homem, que segundo Deus foi criado em verdadeira justiça e santidade."
(Efesios 4:22-24)
Olhe para este texto do Apóstolo Paulo. Ele fala exatamente o que estou ensinando aqui.
Agora fica mais fácil para todos compreenderem textos como este.
Ele está ensinando que todo aquele que foi regenerado por Cristo em espírito se tornou um Novo Homem no espírito, mas que é necessário que este Novo Homem tome posse da alma.
Por etapas, veja o que ele diz:
1. Devemos nos despojar (rejeitar, deixar de lado) o velho homem, que está instalado na alma (na mente, nas emoções e na vontade) Por esta razão é perfeitamente possível que um filho de Deus mesmo tendo sido regenerado em espírito ainda possa ter pensamentos carnais e pecaminosos, ou desejos contrários à santidade, por que? Porque a carne está instalada na alma, o velho homem, que é a carne ainda estão presentes na alma e facilmente acessam pensamentos, sentimentos e até nossa vontade.
O velho homem se corrompe (isto é pratica as coisas más da carne) pelas concupiscências do engano (ou seja, as emoções e desejos produzidos pela natureza carnal na alma humana ENGANAM mesmo o crente, com propostas de prazer e satisfação, a carne propõe prazer como forma de compensação a tudo o que nos aborrece e desafia, somos enganados pela oferta dos desejos (concupiscências)
2. Devemos nos renovar no espírito da nossa mente, esta é uma repetição do ensino de Paulo aos Romanos 12.2 - Transformai-vos pela renovação da vossa mente.
Novamente, você pode perceber que a vitória contra o velho homem depende de usarmos nossas mentes e pensarmos corretamente a respeito disto tudo, que somos novos homens no espírito e que Deus nos enxerga assim, Deus não fica olhando os desejos que tenho e me recriminando, Deus não fica olhando se minha alma está tendo desejos imorais ou pensamentos imorais, porque isto é do âmbito da alma, Deus nos olha e vê santidade em nosso espírito.
Você pode perguntar, mas Deus não se importa com pensamentos imorais que me venham a mente?
A resposta é não, Deus sabe que a carne opera imoralidade incessantemente, mas ele olha para a santidade que JÁ está em nosso espírito.
Somente teremos problemas SE permitirmos essa imoralidade dominar nossa vontade e levarmos a efeito atos e ações imorais.
Do contrário, nem mesmo nós deveremos nos olhar a nós mesmos pela ótica da alma, devemos nos enxergar como Deus nos vê, como espíritos regenerados.
Devemos pensar corretamente, espere, eu SOU um novo homem, meu espírito agrada a Deus, os pensamentos imorais que me sobrevêm não são MEUS, e sim do Velho homem, EU SOU O NOVO HOMEM, e o novo homem não é imoral, é santo.
Paulo sabia muito bem desta verdade, ele diz:
"Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum" (Romanos 7:18)
Amigos, em nossa carne (velho homem que atua na alma) não existe bem algum, não se iluda. Todo pensamento mau e desejo mau vem desse velho homem, da carne.
mas voltemos ao texto anterior:
3. Devemos nos revestir do Novo Homem (deixarmos a natureza do espírito dominar a alma) , que segundo Deus FOI CRIADO (passado) em VERDADEIRA JUSTIÇA E SANTIDADE.
Notem a clareza de Paulo: O Novo-Homem (espírito) FOI criado por Deus (foi nascido de Deus, re-generado, vivificado) e nele habita a VERDADEIRA JUSTIÇA E SANTIDADE DE CRISTO.
Tem alguém em você que é definitivamente SANTO e JUSTO, Aleluia!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Este alguém é VOCÊ (Novo-Homem-espírito)
Aqui, preciso desafiar sua mente com a seguinte pergunta:
Quem você chama de VOCÊ?
Esta é a pergunta crucial a fim de verificarmos se entendemos este ensino Bíblico.
A maioria dos crentes não entende esta verdade, exemplo:
Alguém tem um pensamento impuro e diz, ai meu Deus como é que EU posso pensar uma coisa destas?
Neste momento ficou claro que ELE ou ELA se identificou com o velho homem, porque é o velho homem quem está produzindo tais pensamentos.
Enquanto o crente não mudar a maneira de pensar ele vai continuando a se martirizar por cada pensamento errado, por cada sentimento errado, por cada desejo impuro, e quanto mais tenta se livrar deles pior fica, por que? Porque estão se identificando com o velho homem na alma.
Note que a libertação começa quando aprendermos a SEPARAR o velho do novo, e nos identificamos com o NOVO.
Se é um crente entendido, nem se precupa com ataques de pensamentos maus, pois ele JÁ diz, isto é coisa do velho homem, e é tudo o que ele produz, porque nele não habita bem algum, no entanto hoje já sei que SOU o Novo Homem, e que tais pensamentos não podem mudar minha identidade com Deus, nem meu estado diante dele, sou eternamente santo em espírito, fato consumado, aleluia!
Vocês notaram que Deus nos considera por meio de uma coisa chamada IDENTIDADE?
Identidade é a maneira como Deus nos vê.
Existe uma luta entre o que Deus nos considera e o que nós nos consideramos:
Nós nos consideramos baseados naquilo que sentimos (emoções - parte da alma)
Ou através do que aconteceu conosco ao longo da vida, nossos traumas etc. (Outra vez, emoções - parte da alma)
Deus, no entanto nos considera através daquilo que seu Filho fez por nós e em nós (em nosso espírito) ponto final.
Quando nascemos de novo recebemos de Deus uma semente em nosso espirito.
Uma semente só pode reproduzir fruto de sua própria espécie.
Se plantamos maçãs, não podemos colher laranjas.
A Biblia diz:
"Pois fostes re-generados não de semente corruptível, mas da incorruptível, mediante a Palavra de Deus, a qual vive e é permanente" (1 Pedro 1:23)
Quem ( e não o que) vive e permanece na Palavra de Deus? João 1 nos diz que no princípio era a Palavra, a Palavra estava com Deus e a Palavra era Deus. A Palavra se tornou carne, por isso é evidente que a Palavra de Deus é o Senhor Jesus Cristo. Ele produziu fruto que continha uma semente e foi plantada em nosso espírito quando você nasceu de novo.
Essa "semente" é imperecível e incorruptível. Ela se opõe diretamente, por exemplo, à semente humana natural ou ao esperma humano, que é perecível. Essa semente vive apenas por poucos momentos quando exposta ao ar. Muitas coisas podem acontecer com esta semente fazendo com que morra mesmo depois da concepção. MAs a semente de Jesus Cristo em nosso espírito não está suscetível a outros elementos. Ela é pura, imperecível e incorruptível.
Essa semente de Cristo em nosso espírito tem toda a plenitude da natureza e das qualidades de Jesus Cristo.
E como uma semente, ela pode apenas reproduzir a sua própria espécie. João disse que essa semente não pode reproduzir pecado:
"Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado, pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus" (1 João 3:9)
O nosso homem espiritual não pode pecar depois de ter nascido de novo (estou falando do espírito, não da alma nem do corpo, pois o pecado pode agir na alma e no corpo, se permitirmos)
Por essa razão, Paulo nos ensina que devemos andar em espírito (Dirigidos pelo espírito, não pela alma)
" Andai em espírito e de modo algum cumprireis a concupuscência da carne" (Gálatas 5:16)
Se andarmos no espírito, é impossível satisfazermos o desejo da carne (pecado)
A verdade de quem você é no espírito é que você é tudo aquilo que Jesus era e é. No seu espírito, você tem o poder, o caráter e a autoridade de Jesus Cristo.
Isso foi implantado miraculosamente no seu espírito por Deus na forma de semente quando você nasceu de novo.
Paulo denomina isto de o grande mistério, que por anos foi escondido dos gentios.
"Aos quais Deus quis fazer conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios que é Cristo em vós, a esperança da glória" (Colossensses 1.27)
Quando você nasceu de novo a natureza do seu espírito foi miraculosamente transformada, mas a sua auto-imagem ( na sua mente e emoções - alma) permaneceu basicamente igual. Você continuou se considerando da mesma maneira antiga: Por meio das mesmas imagens que tinha antes de nascer de novo.
Dando continuidade ao estudo acima, vamos dar uma examinada no primeiro capítulo de 1 Pedro.
1Pe 1:3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,
Re-generou = gerou de novo. A Biblia ensina esta verdade do novo nascimento no Novo Testamento em várias partes distintas
O novo nascimento ocorre no espírito humano, a alma e o corpo não são diretamente afetados pelo novo nascimento, mas o espírito sim.
2Co 5:17 Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.
Aqui Paulo fala do novo nascimento dizendo que se alguém está em Cristo é nova criatura. Portanto tudo se fez novo na natureza desta nova criatura, ou seja, no espírito. Seu corpo ainda não se fez novo, nem sua alma, mas seu espírito sim.
A interpretação é a seguinte:
Nova criatura = Novo ser, re-criado, re-generado, nascido de novo.
A nova criatura está em Jesus e Jesus nela
Estar em Cristo tem caráter permanente e inabalável, porque tem a ver com uma natureza re-generada e ligada à natureza do próprio Cristo.
Esta crença admite a realidade de que se somos novas criaturas, se fomos re-generados, nascidos de novo, temos que ter a natureza de Deus em nosso espírito.
Também não podemos nos perder mais, não podemos ser condenados, vivemos numa permanente aliança da Graça, com uma natureza re-generada, cheia de Deus (No espírito).
Surge então, alguma objeção neste ponto: E se alguém que crê ter nascido de novo, ter sido re-generado continuar vivendo sob o dominio do pecado, praticando o pecado e vivendo dissolutamente, como pode esta pessoa ser salva?
Ninguém pode responder por ninguém neste ponto, porque o novo nascimento ocorre no individuo, é uma experiência individual, particular e íntima. Como nascidos de novo, tendo a natureza de Cristo em nosso espírito, somos sempre constrangidos em espírito a viver uma vida santa. Podemos cair em pecado, mas sentiremos as angústias da contradição. Podemos até ser amarrados novamente aos laços do pecado na alma e no corpo, mas no intimo sentiremos nossa miséria e desejo de mudança, sentiremos nossa condição ambígua e má, mas o espírito constantemente nos chamará a uma mudança, ao arrependimento. Aqueles, porém que são enganados achando que são novas criaturas sem o serem, de fato não terão inclinação alguma à mudança.
Esta é sem dúvida uma condição horrível que o pecado gera; porque se vivemos em santificação e honra somos fortalecidos no entendimento e crescemos na graça e no conhecimento de Cristo, mas se perimitimos o pecado nos dominar, teremos na alma toda a miséria que o pecado gera.
Sendo salvos, mas vivendo em miséria infernal.
1:14 Como filhos obedientes, não vos conformeis às concupiscências que antes tínheis na vossa ignorância;
1Pe 1:15 mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento;
1Pe 1:16 porquanto está escrito: Sereis santos, porque eu sou santo.
Continuando em Pedro, vemos seu raciocinio simples e conclusivo:
Ele diz , em outras palavras:
Bendito seja Deus que nos re-generou (em espírito)
pelo seu poder vocês são guardados pela fé (existe uma proteção que permite o desenvolvimento)
Portanto mudem de comportamento também se adequando à realidade espiritual
Como filhos obedientes, não voltem a se adequar, a entrar novamente na fôrma (não vos conformeis) com os impulsos do pecado que mandavam em vocês antes de vocês terem este conhecimento (na vossa ignorância)
Como Deus é santo, sejam santos também no procedimento (comportamento)
E termina dizendo: Como está escrito: Sede santos, porque eu sou santo
(citando o velho testamento)
Aqui temos que esclarecer melhor se cremos neste ensino da re-generação do espírito:
No Antigo Testamento, quando Deus falou isto (Levitico 11:44), a idéia era de uma relação com um Deus fora do homem. Deus tinha escolhido um povo e porque Deus é Santo, aquele povo tinha que ser santo para se relacionar com Ele.
No Novo Testamento, porém, este verso citado por Pedro ganha um sentido completamente novo, como novas são todas as coisas no Novo Testamento.
Ganha um sentido de relação com Deus dentro do homem.
Onde o homem é visto como espírito, alma e corpo.
Assim como no tabernáculo do Antigo Testamento havia o lugar santíssimo, o lugar santo e o átrio exterior, e Deus se manifestava no lugar santíssimo (e o tabernáculo era apenas figura ou símbolo do ser humano que seria morada de Deus em espírito)
Efésios 2:22 no qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito.
Assim é o ser humano, sendo que seu espírito é o lugar santíssimo ,(Onde Deus habita) sua alma é o lugar santo e seu corpo o átrio exterior.
Portanto dentro deste entendimento, entendemos assim a idéia do apóstolo Pedro quando diz: Sede santos , porque eu sou santo:
Sou santo no espírito de vocês, portanto sejam santos na alma e no corpo.
Adequem suas almas e corpos à realidade da nova natureza do espírito, porque EU vivo no espírito de vocês.
Assim, não existe base alguma para a frouxidão moral na relação com Deus baseada na Graça, pelo contrário, a responsabilidade é maior porque agora Deus vivem em nosso espírito.
Também a vitória sobre o poder do pecado se torna muito mais vigorosa pelo fato de Deus estar em nós, cabendo a nós a responsabilidade de sujeitar nosso corpo e alma ao espírito.
Vamos ler os textos Biblicos, a parte em vermelho é explicação do texto:
Mat 26:41 Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto,(O espírito está vivifivado, de maneira perfeita, não é afetado por emoções) mas a carne é fraca. (a alma aqui é chamada de carne, ela é fraca e imperfeita, movida por emoções...os discipulos só queriam dormir e não conseguiam vigiar)
João 3:6 O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. (somos nascidos de Deus em espirito, recebemos sua natureza perfeita no espírito)
2Pe 1:4 pelas quais ele nos tem dado as suas preciosas e grandíssimas promessas, para que por elas vos torneis participantes da natureza divina,(Todo filho de Deus tem a natureza do Pai de maneira perfeita em espírito)
1Pe 1:3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou (nos gerou de novo em espírito, dando-nos uma natureza perfeita e santa) para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,
(No texto abaixo, Espírito com maisucula é o Espírito de Deus, e com letra minuscula é o nosso espírito humano):
Rom 8:9 Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.
Rom 8:10 Ora, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado,(por causa da fraqueza que o pecado gera em nós,no corpo e alma, Paulo diz que o corpo está morto) mas o espírito vive(o espirito no entanto vive, ou seja tem poder, está aperfeiçoado por Cristo)
(Rom 8:11) E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós,(no espírito) aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo Jesus há de vivificar também os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita. (Ou seja, o Espírito manifestará seu poder cheio de vida em nossa alma e corpo constantemente)
Filipenses 3:15 Pelo que todos quantos somos perfeitos (Em espírito) tenhamos este sentimento (na alma, ou seja porque somos perfeitos em espírito precisamos ter este sentimento de perfeição na alma)
Heb 10:14 Pois com uma só oferta, Jesus aperfeiçoou para sempre (Em espírito) os que estão sendo santificados. (na alma)
As qualidades perfeitas do espírito precisam invadir a alma:
(Dentre as muitas qualidades cito duas): Paz perfeita, Satisfação perfeita
Paz perfeita:
Isaias 26:3 Tu conservarás em perfeita paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti.
Filipenses 4:6 Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças;
Filipenses 4:7 e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.
(ilustração: Assim como numa tempestade um avião pode se elevar acima das nuvens onde o sol estará brilhante e o céu azul manifestará um estado de paz, assim também, no meio das tempestades de nossa alma (mente e emoções), podemos pela fé ser elevados acima de nossos estados de alma e entrar no domínio do espírito onde a paz perfeita é sempre uma realidade imutável)
Satisfação perfeita:
Rom 14:17 porque o reino de Deus não consiste no comer e no beber, mas na justiça, na paz, e na alegria no Espírito Santo. (Alegria em grego é Hara que significa profundo gozo e prazer na alma)
Gal 5:22 Mas o fruto do Espírito é: o amor, o gozo, (novamente a palavra grega Hara, indicando um estado de grande satisfação e alegria que é resultado do espírito, mas que enche a alma) a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade.
Vamos ler o texto abaixo pausadamente e refletindo no que Paulo ensina:
Efésios 3:14 Por esta razão dobro os meus joelhos perante o Pai,
16 para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais robustecidos com poder pelo seu Espírito no homem interior (na alma)
17 que Cristo habite pela fé nos vossos corações,(na alma, pois Cristo já habita no espírito) a fim de que, estando arraigados e fundados em amor, (o amor do Espírito vai dominar a alma)
18 possais compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade,
19 e conhecer o amor de Cristo,(na alma) que excede todo o entendimento, (Psique -mente/alma) para que sejais cheios até a inteira plenitude de Deus. (a perfeição de Deus no espírito enche a alma de maneira perfeita).
_____________________________________________________________________ Efésios 5:18 E não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão,(excesso, sensualidade, dissolução) mas enchei-vos (deixai-vos encher continuamente) do Espírito.
A alma de acordo com a Bíblia é algo que sempre deve estar cheia de algo,(cheio significa tomado pela influência, encharcado pelo poder) a ilustração do Novo Testamento é que a alma pode ser cheia da carne (natureza pecaminosa) ou do Espírito (Espírito Santo de Deus), mas ela sempre está cheia.
A questão é que não precisamos fazer nada para que a alma se encha da natureza terrena e pecaminosa, pois por natureza isto acontece. No entanto, para que a alma se encha do Espírito devemos colaborar e agir a fim de que isto ocorra, não é algo automático.
Paulo fala do vinho como exemplo de influência em oposição ao Espírito.
Quando alguém toma vinho em excesso, é tomado pela influência do álcool, sua mente e emoções ficam debaixo da influência do vinho. Suas ações e comportamento são alterados pelo domínio do vinho.
Mas o interessante é que na mesma linha de raciocínio, Paulo diz que com o Espírito Santo também é assim, se enchermos nossa alma do Espírito, seremos tomados pela influência poderosa dele, começaremos a nos comportar e agir debaixo desta influência.
Fica claro no texto que Paulo ensina que uma influência pode atrapalhar a outra.
Nos enchemos do Espírito quando exercemos fé de que nosso espírito é perfeito e que o Espírito Santo habita nele.
Nos enchemos do Espírito quando passamos a praticar a paz perfeita e a satisfação perfeita que vem do espírito.
Nos enchemos do Espírito quando fazemos nossa mente e emoções se sujeitarem ao dominio do Espírito, podemos falar conosco, podemos dar ordens à nossa mente, às nossas emoções e até ao nosso corpo, isto não é loucura, é apenas fé. Se cremos que no espírito somos a nova criatura que deve estar dominando, então podemos dizer por exemplo:
Minha mente: Eu sou a nova criatura, de hoje em diante você está debaixo do meu comando, cessa agora todo pensamento contrário à vontade de Deus, eu comando agora novos pensamentos em você, etc.
Quando alguém começa a agir pela fé desta maneira, começa a sentir imediatamente dentro dela o Espírito Santo agindo e mudando pensamentos e emoções instantaneamente.
A passividade de mente só faz com que os pensamentos do velho homem continuem reinando, mas uma postura de fé movida por ordens que o novo homem dá muda as disposições da alma com certeza.
O novo homem tem que tomar posse da sua personalidade, portanto se assuma como novo homem, e ordene seus pensamentos, emoções e seu corpo.
Quando você faz isto sua imaginação faz uso da fé e sua fé usa sua imaginação, você fala com sua alma como se ela fosse distinta de você, fala com seu corpo e ordena que ele receba vida do Espírito.
leia: (Rom 8:11) E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós,(no espírito) aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo Jesus há de vivificar também os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita. (Ou seja, o Espírito manifestará seu poder cheio de vida em nossa alma e corpo constantemente)
O Espírito Santo, então, ganha como aliadas, sua imaginação e fé, e imediatamente muda as sensações e pensamentos que estão agindo em sua alma, e no lugar delas começa a manifestar sua influência.
Ao fazer continuamente assim, você percberá que essa influência começa a permanecer em sua alma mais e mais, a ponto de você perceber claramente quando o nivel de influência abaixa.
continuarei escrevendo este artigo, procure acompanhar porque Deus vai lhe dar grande entendimento a fim de que você aprenda a andar em vitória....
Paz
Pr Israel Silva
Obs. Como este espaço é de um Blog, fica claro que todos os que lerem este artigo podem escrever comentarios ou perguntas, apenas clicando em Comments abaixo.
A revista alemã "Focus" publicou uma reportagem sobre o tema "Eu, eu,
A revista alemã "Focus" publicou uma reportagem sobre o tema "Eu, eu, eu". Ela tratava do culto ao eu – que aumenta cada vez mais em meio à nossa população – no qual cada um se considera cada vez mais importante. Cresce a sociedade que quer levar vantagem em tudo, que não recua diante de nenhum meio para alcançar seus objetivos. É indiferente se outros têm de sofrer com isso – o que importa é que se consiga o primeiro lugar. Um dos lemas em curso entre a juventude é: "Eu sou mais eu".
Também esta é mais uma prova de que a Palavra de Deus é confiável, pois ela diz o seguinte acerca dos "últimos dias": "E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos" (Mt 24.12). Quem não cuida e não vigia, torna-se cada vez mais egoísta e nem o nota, mesmo sendo cristão. O egocentrismo, o culto ao eu se infiltra onde a Palavra de Deus é deixada de lado – e com isso é deixado de lado o relacionamento íntimo com Jesus Cristo. David H. Stern traduz essa passagem muito acertadamente da seguinte maneira: "O amor de muitas pessoas esfriará porque a Torá se afasta cada vez mais delas" (Novo Testamento judaico). Não se convive mais com a Sagrada Escritura. Mas é só através do contato com a Palavra de Deus, através do amor do Espírito Santo e da comunhão com Jesus Cristo que adquirimos a capacidade de sermos humildes.
Satanás abandonou a Palavra de Deus por seu orgulho sem limites – e caiu. Igualmente cristãos que não mais são dirigidos pela Palavra de Deus e pelo Seu Espírito Santo se tornam vítimas do orgulho. Tornam-se ambiciosos e se acham cada vez mais importantes – e a causa de Jesus é empurrada para segundo plano.
No Evangelho de Lucas um acontecimento nos mostra como o orgulho se manifesta e quais as suas conseqüências: "Reparando como os convidados escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhe uma parábola: Quando por alguém fores convidado para um casamento, não procures o primeiro lugar; para não suceder que, havendo um convidado mais digno do que tu, vindo aquele que te convidou e também a ele, e te diga: Dá o lugar a este. Então irás, envergonhado, ocupar o último lugar. Pelo contrário, quando fores convidado, vai tomar o último lugar; para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, senta-te mais para cima. Ser-te-á isto uma honra diante de todos os mais convivas. Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado" (Lc 14.7-11).
O Senhor nota quando somos orgulhosos
"Reparando como os convidados escolhiam os primeiros lugares..." O orgulho é uma coisa que nós, como filhos de Deus, não gostamos de expor publicamente, pois sabemos que é constrangedor quando é notado.
O orgulho começa no coração. O orgulho é algo sorrateiro, que entra devagarinho em nosso coração, mudando nossa motivação e mudando a base de nosso querer e de nosso agir. Em geral não usamos de violência para chegar mais à frente. Tudo começa muito sutilmente, nos insinuamos com cuidado. Fazemos um jogo duplo com outros, colocando o olho nos melhores lugares.
Não creio que as pessoas da nossa história foram derrubando cadeiras e mesas para chegarem à frente e alcançarem os melhores lugares. Provavelmente eles foram cuidadosos e educados, mas agiram com um alvo em vista, que era o de ocupar o lugar de honra. Mas o Senhor o notou! Pensemos nisso: o primeiro que descobre orgulho em nossa vida é o Senhor – e Sua reação não se fará esperar. Ele olha diretamente para dentro do coração e fala: "A soberba do teu coração te enganou..." (Ob 1.3).
Orgulho não é coisa pequena
Poderia-se dizer que o que aconteceu aqui é uma bagatela da qual nem vale a pena falar. Tentar conseguir o melhor lugar em uma mesa não é muito bonito, mas também não é tão trágico assim; certamente existe orgulho pior. Mas o fato de Jesus ter notado o acontecido e de ter comentado a respeito mostra claramente como o orgulho é terrível aos olhos de Deus. Por quê?
1- Porque o orgulho procede de um cristianismo sem cruz
Em Filipenses 2.5-8 encontramos um padrão para nossa mentalidade e para nossas intenções: "Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz." Sua humilhação consistiu em não exigir o que era direito Seu. Ao invés de insistir em Sua semelhança com Deus, Ele humilhou-se a Si mesmo. Ele, diante de cuja palavra o Universo se abala; Ele, que é adorado e exaltado por todos os anjos criados; Ele, que não é criatura mas o próprio Criador – Ele se humilhou, sim, "tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz." Essa mentalidade que Jesus Cristo possuía é esperada de nós também. E quem não tem essa mentalidade não vive com a cruz e com o Crucificado, mas é contrário à cruz de Cristo. Uma pessoa assim, no fundo, é inimiga da cruz de Cristo por continuar sendo orgulhosa.
2- Porque o orgulho tem sua origem nas mais terríveis profundezas, ou seja, no próprio diabo
Nele nasceu o orgulho: "Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades no Norte" (Is 14.13). Satanás queria ser como Deus: "...subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo" (v. 14). Por isso o orgulho é tão terrível diante dos olhos de Deus e é condenado por Deus desde sua menor raiz.
3- Porque o orgulho provém da falta de temor de Deus
Em Provérbios 8.13 está escrito: "O temor do Senhor consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho, e a boca perversa, eu os aborreço." O resultado da falta de temor de Deus sempre é o desprezo do nosso próximo, com uma valorização acentuada de si mesmo. Assim, os fariseus e escribas daquela época escolheram para si os melhores lugares à mesa. Onde os outros iriam sentar era indiferente para eles.
Hoje igualmente a falta de temor de Deus cresce ao ponto de chegar a um ódio pelos outros. Pessoas orgulhosas têm dificuldades em se relacionar com os outros e estão sempre prontas para brigar. Pois o orgulhoso tenta alcançar seus próprios alvos mesmo às custas da união. Por isso somos exortados tão seriamente: "Nada façais por partidarismo, ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo" (Fp 2.3).
4- Porque o orgulho sempre traz consigo a queda
Provérbios 16.18 diz: "A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda." A Bíblia Viva diz: "A desgraça está um passo depois do orgulho; logo depois da vaidade vem a queda." Isso combina exatamente com o que o Senhor Jesus diz em Lucas 14.8-9: "Quando por alguém fores convidado para um casamento, não procures o primeiro lugar; para não suceder que, havendo um convidado mais digno do que tu, vindo aquele que te convidou e também a ele, te diga: Dá o lugar a este. Então irás, envergonhado, ocupar o último lugar." Na prática, o orgulho não nos leva a sermos mais reconhecidos e importantes no Reino de Deus, mas acontece exatamente o contrário: quando somos orgulhosos, somos cada vez menos importantes para o Reino de Deus, até ao ponto de sermos totalmente desqualificados.
Quem se considera muito importante como candidato a obreiro no Reino de Deus, facilmente pode ser degradado ao patamar de um jumento, o que pode ser ilustrado com muito acerto com o seguinte episódio: certa vez um seminarista, muito convencido e cheio de si, falou a um servo de Deus: "Deus precisa de mim. Quero servi-lO." O servo de Deus respondeu: "Jesus só falou uma vez que precisava de alguém – e esse alguém era um jumento" (comp. Mc 11.3).
Muitas vezes o orgulho não produz uma ampliação nos horizontes, uma expansão no ministério para o Senhor, como os orgulhosos muitas vezes pensam e querem, mas exatamente o contrário: eles se tornam imprestáveis para o serviço cristão e se tornam pequenos no Reino de Deus. A Bíblia diz em 2 Coríntios 10.18: "Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, e, sim, aquele a quem o Senhor louva."
Por Jesus ter se humilhado tanto na cruz, "...Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome" (Fp 2.9). E exatamente este mesmo princípio Jesus reafirmou em Lucas 14.11: "Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado."
5- Porque a humilhação vem, muitas vezes, por meio de outras pessoas
É disso que o Senhor fala em Lucas 14.8b-9: "...para não suceder que, havendo um convidado mais digno do que tu, vindo aquele que te convidou e também a ele, te diga: Dá o lugar a este. Então irás, envergonhado, ocupar o último lugar." Mesmo que o orgulho esteja relativamente escondido e se manifeste em segredo, um dia ele aparece e a humilhação se torna do conhecimento de todos. Meio que sorrateiramente, sem chamar muita atenção, alguns convidados se assentaram nos melhores lugares. Mas quando o anfitrião mandou que eles tomassem os lugares inferiores, todos ficaram sabendo.
É curioso observar que as pessoas orgulhosas são, muitas vezes, humilhadas exatamente por aquelas pessoas que elas queriam adular e agradar. No reino de Assuero, por exemplo, um certo Hamã gozava de todos os privilégios possíveis concedidos pelo rei (Et 3.1). Mas tão logo, através de Ester, sua esposa judia, Assuero ficou sabendo dos planos e das intenções orgulhosas de Hamã (ele queria enforcar o judeu Mardoqueu, por não o bajular, e queria mandar matar todos os judeus em um dia pré-determinado), iniciou-se a queda de Hamã de uma maneira que ninguém conseguiria deter: Hamã acabou enforcado juntamente com seus filhos (Et 7.10; 9.25).
6- Porque o orgulho produz insegurança
Muitas vezes as pessoas que têm uma tendência ao orgulho se mostram muito seguras de si, mas, na verdade, elas são movidas por uma estranha insegurança. Elas não estão firmes, não sabem qual o melhor caminho para si e não são confiáveis nas coisas espirituais. E isso acontece porque elas estão em um falso caminho, e porque no fundo de seu coração sabem que podem cair de onde se encontram: "Pois todo o que se exalta será humilhado..."
7- Porque só as pessoas humildes são íntimas do Senhor
Lucas 14.10 diz: "Pelo contrário, quando fores convidado, vai tomar o último lugar; para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, senta-te mais para cima. Ser-te-á isto uma honra diante de todos os mais convivas." No início dizíamos que os orgulhosos levam uma vida que passa longe da cruz de Cristo, até contrária ao Senhor, e que os humildes, ao contrário, têm uma vida com Cristo em seu centro; essas pessoas vivem da Sua Palavra e têm a mentalidade do Senhor. Por isso, na parábola que estamos tratando, só o convidado humilde é chamado de "amigo": "Amigo, senta-te mais para cima." O Senhor não disse: "Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando"(Jo 15.14)?!
Só os humildes têm suas fronteiras ampliadas, só os humildes são exaltados. Por quê? Porque eles têm a mesma mentalidade que o seu Mestre. Ele disse: "Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado" (Lc 14.11).
O caminho para a verdadeira humildade
Só através de muita oração, e não através do simples pedido: "Senhor, humilha-me!" é que chegamos à humildade; somente através de uma decisão consciente de nossa vontade, que se transforma em ação, é que chegamos à humildade verdadeira. Jesus Cristo humilhou-se a si mesmo, pois a Bíblia diz: "...a si mesmo se humilhou" (Fl 2.8). Ele disse: "...agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro em meu coração está a tua lei" (Sl 40.8).
Na nossa parábola, o Senhor mostra como se pratica a humildade:
– "...não procures o primeiro lugar..." (Lc 14.8);
– "...vai tomar o último lugar..." (v. 10);
– "... o que se humilha..." (v. 11).
É imprescindível assumir uma atitude como João Batista teve, quando disse, olhando para Jesus: "Convém que ele cresça e que eu diminua" (Jo 3.30). É por isso que João Batista era tão grande aos olhos de Deus. O Senhor testemunhou acerca dele: "Entre os nascidos de mulher, ninguém é maior do que João" (Lc 7.28). Por isso é tão necessário eleger diariamente o caminho da humildade e ficar nele: "Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte" (1 Pe 5.6). Amém. (Norbert Lieth)
"Pois ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa. Cobrir-te-á com as suas penas, e, sob suas asas, estarás seguro; a sua verdade é pavês e escudo" (Sl 91.3-4).
Embora em muitas passagens da Bíblia tenhamos promessas da fidelidade, da provisão e da proteção de Deus, a tarefa mais difícil dos cristãos, a meu ver, consiste em seguir a ordem expressa nas três palavras "não andeis ansiosos".
Uma senhora idosa disse certa vez que havia sofrido muito, principalmente por causa de preocupação e medo de coisas que nunca aconteceram. Corrie ten Boom disse sobre este assunto:
Eu creio que, quando nos preocupamos, praticamente nos comportamos como ateus. Ou cremos em Cristo, ou não cremos. Ele disse: "Eu venci o mundo". Ele venceu? Ou Ele apenas nos prega uma peça de mau gosto?
Muitas vezes procedemos como pessoas que usam o elevador, mas não colocam a pesada mala no chão, preferindo segurar todo o peso. Na verdade somos crentes, mas simplesmente não nos aventuramos a entregar a nossa carga de preocupações Àquele que quer se preocupar conosco, que cuida de nós e nos conclama na Bíblia:
Não se preocupem!
Na prática, como demonstramos que "não nos preocupamos com nada"? Filipenses 4.6-7 nos diz:
"Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graça. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus."
"Não se aflijam com nada; ao invés disso, orem a respeito de tudo; contem a Deus as necessidades de vocês, e não se esqueçam de agradecer-Lhe suas respostas" (Fp 4.6, A Bíblia Viva).
A exortação de Deus "Não andeis ansiosos" não é um conselho amoroso, um desejo ou um pedido, mas uma ordem! Nela somos chamados a assumir a tarefa mais pesada dos cristãos.
De fato existem muitas coisas que podem nos preocupar. Problemas familiares: o que será dos nossos filhos? o que acontecerá se eu perder o emprego – o dinheiro ainda será suficiente para todos? Nos negócios: no último ano as coisas correram bem. Mas neste novo ano, será que venceremos todos os obstáculos? Outras preocupações: medo de câncer, medo de infarto, de qualquer outra doença ou de um acidente. Medo de alimentos que prejudicam a saúde, da morte repentina, da guerra, da inflação... Talvez sobre a prancheta com a lista das preocupações até existam coisas das quais poderíamos dizer: "Nesse caso, tenho razão em me preocupar". Todavia, simplesmente devemos concordar que esse procedimento é totalmente contrário à ordem de Deus: "Não andeis ansiosos de cousa alguma".
Racionalmente nos preocupamos de fato, mas o cuidado de Deus está acima do nosso entendimento. Por isso também está escrito a esse respeito: "Não andeis ansiosos... E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus" (Fp 4.6-7). A paz que Deus dá excede e vence qualquer dúvida da nossa mente e supera todas as ansiedades, pois está enraizada na pura confiança em Deus. Em todas as lutas da vida, quando Ele enche nosso coração com paz celestial, guarda-nos na comunhão com Cristo Jesus.
Não andeis ansiosos, porque grande é o Senhor
Por que a Bíblia insiste tanto em, como cristãos renascidos, não nos preocuparmos? "Não andeis ansiosos... Porque nisso resplandece a grandeza de Deus que excede a tudo. O Eterno, o Guardador da nossa vida, é tão poderoso e tão preocupado conosco que realmente não precisamos estar ansiosos por nada. É uma honra para Ele assumir todas as nossas preocupações. Por isso Pedro diz: "lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós" (1 Pe 5.7). Certamente, uma coisa não funciona sem a outra. Somente quando lançamos todas as nossas ansiedades sobre o Eterno, Ele também cuida de nós. Mas se arrastamos as nossas ansiedades junto conosco, então nós mesmos criamos muita aflição, muito sofrimento e muita inquietação. Além disso, toda preocupação não adianta nada, pois o próprio Senhor Jesus diz: "Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida... vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas" (Mt 6.27 e 32b). Quem assim mesmo tenta resolver sozinho seus próprios problemas mostra que não reconhece a grandeza de Deus, ou seja, torna o Senhor pequeno e rouba-Lhe a Sua honra!
A seguir quero fazer algumas perguntas que podem ser úteis para você:
Você crê que o Senhor Jesus ouve as orações?
Você crê que Deus cuida de nós?
Você crê que Deus zela pelos nossos interesses?
Você crê que Deus consegue resolver mesmo as nossas maiores dificuldades?
Você crê que nada em nossa vida passa despercebido para o Senhor Jesus?
Você crê que Deus é Todo-Poderoso?
Você crê que Deus nos dirige e faz com que tudo contribua para o nosso bem?
Se você pode responder a todas estas perguntas afirmativamente – então, por que ainda se preocupa?
Racional e teoricamente sabemos tudo muito bem; sabemos de cor promessas como, por exemplo, o Salmo 23; somos instruídos e crescemos no discipulado cristão; podemos testemunhar de experiências que fizemos com o Senhor – mas, mesmo assim, ainda não aprendemos a entregar as nossas preocupações totalmente ao Senhor. Quando surgem novos problemas, voltamos a nos preocupar e ficamos ansiosos, exatamente como fez Israel no deserto. Assim vemos que a ordem "não andeis ansiosos" é de fato uma das tarefas mais difíceis do verdadeiro cristão.
Bill Bright disse certa vez em relação a 1 Pedro 5.7:
Reconheci que, em minha vida, ou sou eu que carrego os fardos ou é o Senhor Jesus. Não podemos carregá-los juntos, e eu decidi lançá-los sobre Ele.
Não se preocupar, naturalmente, não quer dizer que os problemas são retirados de nós instantaneamente, mas sim que é levado o peso que esses fardos representam em nossas vidas. Os problemas nem sempre são solucionados imediatamente, mas somos libertos da pressão deles. Então podemos experimentar o que diz o Salmo 68.19b: "Bendito seja o Senhor que, dia a dia, leva o nosso fardo! Deus é a nossa salvação". A Bíblia Viva diz: "Louvado seja o Senhor! Ele leva nossos problemas e nos dá a sua salvação."
Quão grande é o Senhor? A Bíblia está cheia de exemplos da providência de Deus para com o Seu povo e para com os Seus filhos:
Israel esteve por 40 anos no deserto. Nunca faltou pão e água aos israelitas, e suas sandálias não se gastaram nos seus pés (Dt 29.5). Quando Josué e Calebe entraram na Terra Prometida, ainda tinham nos pés as mesmas sandálias que usavam quando saíram do Egito!
Nenhum pardal cairá no chão sem o consentimento do Pai. Alguém disse: "Deus participa do funeral de cada pardal". Quanto mais preciosos somos nós do que um pardal (Lc 12.6 e Mt 10.29)?!
Ele veste os lírios no campo com glória e esplendor maiores que a glória de Salomão (Mt 6.28-30). Ele que se preocupa com cada
boi, quanto maior cuidado tem de nós (1 Co 9.9-10)!
Jesus Cristo, o Bom Pastor, toma sobre Seus ombros cada ovelha perdida que encontra (Lc 15.3-7) como o sumo sacerdote trazia sobre seus ombros e sobre seu peito os nomes das doze tribos de Israel (Êx 28.6-29). E Jesus é o grande Sumo Sacerdote.
Nossos nomes estão gravados nas Suas mãos. Na cruz Ele nos sustenta plenamente (Is 49.16).
Ele conta os cabelos da nossa cabeça, e nossas lágrimas são recolhidas por Deus e inscritas no Seu livro (Mt 10.30 e Sl 56.9). Qual pai ou mãe já fez isso, alguma vez, com seus filhos?
Nenhuma arma forjada contra nós prosperará (Is 54.17); nós somos como a menina do Seu olho (Zc 2.8).
Não submergiremos nos rios e não queimaremos no fogo (Is 43.2).
Em toda a nossa angústia Ele é angustiado (Is 63.9).
Aquele que nos guarda não dormita nem dorme (Sl 121.3-4).
Ele nos compreende mesmo sem palavras, disse o rei Davi (Sl 139.2).
Ele é tão grande que entregou Sua vida por nós (Jo 10.11), e não cuidaria de nós todos os dias?
Ele nos carregará até que tenhamos cabelos brancos e cuida de nós "desde o princípio até ao fim do ano" (Is 46.4 e Dt 11.12).
E em Hebreus 13.5 lemos: "De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei".
Por que não devemos nos preocupar
1. Porque as preocupações são desnecessárias
Não estamos expostos ao destino cruel, nem entregues ao acaso. Pelo contrário, está escrito que Ele – por amor do Seu nome – nos guia pelas veredas da justiça (Sl 23.3).
Quando Rute procurou ansiosamente um campo de cereal maduro para poder sobreviver com sua sogra, está escrito: "Por casualidade entrou na parte que pertencia a Boaz" (Rt 2.3). Isso foi mero acaso, ou foi o Senhor que a dirigiu? Quando Rute voltou para sua sogra Noemi com batante cevada e lhe contou tudo, será que ela disse: "Oh, que coincidência!"? Não, ela sabia muito bem que isso fora o cuidado de Deus por elas e se regozijou, dizendo: "Bendito seja ele (Boaz) do Senhor, que ainda não tem deixado a sua benevolência nem para com os vivos nem para com os mortos" (v. 20). A graça e o fiel cuidado de Deus estavam por detrás da vida dessas duas mulheres.
2. Porque as preocupações não adiantam
De maneira nenhuma elas são capazes de solucionar algum problema. Certa vez, alguém disse: "As preocupações nunca eliminam as dores do futuro, mas acabam com o poder do presente." Com preocupações não podemos prolongar nossa vida (Mt 6.27).
3. Preocupações são nocivas
Li recentemente que as enfermidades psicossomáticas têm aumentado muito. Muitas úlceras, problemas cardíacos e outras doenças têm sua origem nas preocupações. Elas provocam tensões, mau humor e nervosismo.
4. Preocupações nos tiram a liberdade
Corrie ten Boom disse: "Provavelmente as preocupações são nossos carcereiros mais constantes."
5. Preocupações são pecado
A Bíblia diz: "tudo o que não provém de fé é pecado" (Rm 14.23b). Preocupações põem em dúvida a sabedoria e o poder de Deus. Elas insinuam que Ele não age, que não se importa conosco e que não se interessa por nós.
A cruz – expressão máxima
da preocupação de Deus conosco
A cruz do Calvário é o lugar onde podemos descarregar todas as nossa ansiedades e preocupações, todos os pecados, todas as aflições. A cruz é a maior prova do cuidado de Deus por nós, ali temos ajuda. Justamente na cruz, o Senhor nos mostra o quanto está preocupado conosco. Está escrito em João 19.25-27: "E junto à cruz estavam a mãe de Jesus, e a irmã dela, e Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena. Vendo Jesus sua mãe e junto a ela o discípulo amado, disse: Mulher, eis aí teu filho. Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. Dessa hora em diante, o discípulo a tomou para casa." Até em meio ao Seu próprio sofrimento, quando estava dependurado na cruz, cheio de dores, o Senhor se preocupou com Sua mãe e com Seu discípulo João. Que maravilhoso exemplo do amor e do cuidado de Deus!
Devemos levar todas as nossas preocupações até a cruz; nesse sentido, Paulo também nos diz: "Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças" (Fp 4.6).
Assim como não devemos nos preocupar por "coisa alguma", devemos fazer conhecidas "em tudo" as nossas petições a Deus, com ações de graça. "Em tudo" significa que não existem coisas, por mais pequeninas ou maiores que sejam, pelas quais não devêssemos orar. Não deveríamos administrar algumas coisas por nossas próprias forças, deixando outras por conta de Deus. Nosso Pai celeste tem poder para resolver todos os nossos problemas.
Devemos orar e suplicar "com ações de graça". Devemos agradecer ao Senhor por benefícios já recebidos e agradecer no presente pela certeza dos benefícios futuros. "E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito" (1 Jo 5.14-15).
O que procuro quando quero encontrar uma igreja saudável.
No ano passado, minha esposa e eu fizemos uma experiência. Decidimos procurar a palavra “igrejas” nas Páginas Amarelas e visitar cada uma das que foram listadas no catálogo. Apesar de morarmos em uma pequena cidade, encontramos representações da maioria das denominações, assim como diversas outras não filiadas a qualquer denominação: um total de 24 congregações, se deixarmos de fora grupos como os Testemunhas de Jeová.
Descobri que as igrejas estão bem diversificadas. Algumas ainda têm órgãos e corais, mas a maioria tem bandas de louvor com guitarras elétricas e baterias. Estranhamente, uma Igreja de Cristo proíbe instrumentos musicais que não são mencionados no Novo Testamento, mas não vê contradição em projetar seus hinos em slides no Power Point. Alguns freqüentadores das igrejas se vestem solenemente, enquanto outros usam calça jeans e botas de caubói (afinal, moro no estado americano do Colorado e isto é comum por lá!).
Aos domingos, as igrejas se reúnem em vários horários durante a manhã: às 7:00, às 9:30, às 10:30 e às 11:00; algumas se reúnem aos sábados à noite, e uma igreja luterana se reúne às quintas-feiras à noite. Algumas seguem uma liturgia permanente, outras aparentemente decidem a ordem do culto conforme ele acontece.
Com uma intuição difícil de explicar, geralmente consigo perceber a “vivacidade” de uma congregação em apenas cinco minutos. Havia pessoas conversando no saguão? Ouvi o som das risadas? Que atividades e questões estavam destacadas no boletim dominical? Para minha surpresa, o fator “vivacidade” tinha pouco a ver com teologia. Em duas das igrejas mais conservadoras que visitei, os membros sentavam-se e lá permaneciam durante todo o culto, como se estivessem colados nos bancos, até mesmo a equipe pastoral transmitia a idéia de que seu objetivo principal era chegar logo ao final para receber a bênção. Ao mesmo tempo, uma igreja liberal (que havia reescrito os hinos e até mesmo a oração do Pai-Nosso para torná-la “politicamente correta”) demonstrava mais energia na comunidade e em projetos de alcance global.
Graças a este experimento, agora tenho uma visão mais clara sobre as qualidades que busco em uma igreja saudável.
Diversidade - Conforme leio sobre a igreja do Novo Testamento, nenhuma característica se destaca mais do que esta. Desde o Pentecostes, a igreja cristã derrubou as barreiras de gênero, raça e classe social que marcavam as congregações judaicas. Paulo, que quando rabino agradecia diariamente por não ter nascido mulher, escravo ou gentil, estava maravilhado com a mudança radical: “Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus” (Gálatas 3.28).
Um moderno pastor indiano me disse: “A maior parte do que acontece nas igrejas cristãs, incluindo os milagres, pode ser duplicada nas congregações hinduístas e muçulmanas. Mas na minha área apenas os cristãos promovem a mistura de homens e mulheres de diferentes castas, raças e grupos sociais. Este é o milagre real!” A diversidade complica a vida em vez de simplificá-la. Talvez por esta razão tenhamos a tendência de permanecer em grupos da nossa classe econômica e com opiniões parecidas e da mesma faixa etária que a nossa. A Igreja oferece um lugar onde crianças e avós, desempregados e executivos, imigrantes e famílias tradicionais possam se reunir. Ontem mesmo sentei-me entre um idoso com seu tanque de oxigênio e um bebê em fase de amamentação, que fez bastante barulho ao longo do sermão. Onde mais eu poderia encontrar esta mistura? Quando entro em uma igreja nova, quanto mais os membros se parecem uns com os outros e comigo mesmo, mais desconfortável me sinto.
Unidade - É claro que a diversidade só pode ser bem-sucedida em um grupo de pessoas que compartilham de uma visão comum. Em sua grande oração registrada em João 17, Jesus destaca um pedido sobre todos os outros: “que sejam um”. A existência de 38 mil denominações ao redor do mundo demonstra que não tivemos sucesso em cumprir com o desejo de Jesus. Pergunto-me o quão diferente seria a impressão que o mundo tem sobre a igreja, sem contar o quão diferente seria a história, se cristãos fossem profundamente marcados pelo amor e pela unidade. Talvez uma brisa da fragrância da unidade seja o que detecto quando visito uma igreja nova e tenho a percepção da “vivacidade”.
Missão - O arcebispo William Temple disse que a igreja “é a única sociedade cooperativa no mundo que existe para o benefício daqueles que não são membros”. Algumas igrejas, especialmente aquelas localizadas em áreas urbanas, têm o foco nas necessidades de seus vizinhos próximos. Outras adotam igrejas irmãs em outros países, apóiam projetos e agências de desenvolvimento, enviam grupos missionários para outros lugares.
As igrejas mais tristes são aquelas cuja visão não vai além de seus próprios templos e estacionamentos. Em minhas visitas, nunca encontrei a igreja perfeita (e nem devemos ter esta expectativa, segundo as indicações do Novo Testamento). Mas quando tentei julgar e avaliar, simplesmente fui relembrado de que a decepção com a igreja nos remete ao audacioso experimento de Deus: permitir que pessoas comuns como nós personificassem sua presença na Terra.
Filhinhos, não ameis o mundo nem o que no mundo há, se alguém ama o mundo o amor de Deus não está nele. (1 João 2:15)
Sempre houve muita discussão a respeito do que vem a ser o mundo neste contexto que João fala.
A mais comum entre os cristãos é que o mundo, tal como citado aí é o sistema gerado por uma sociedade apartada de Deus, portanto as produções culturais, comerciais, financeiras, relacionais, políticas, etc.
Eu creio que o mundo mau, como citado por João, é muito mais uma produção do próprio coração do indivíduo, antes de ser coletiva.
Tenhamos em vista o que João disse: Que quem ama o mundo, o amor do Pai não está nele.
Nisto eu vejo que o mundo se manifesta no ser humano numa perspectiva bem subjetiva. Trata-se de um amor, de algo que move as entranhas, os afetos e pensamentos.
Em outras palavras, é um amor que atrapalha o Amor.
Eu coloco amor com letra minúscula descrevendo tudo aquilo que preenche os anseios do nosso coração.
E com letra maiúscula falo do Amor que flui de Deus para nós e em nós, é o amor com as características de 1 Corintios 13.
Todo amor que impede o fluxo do verdadeiro Amor é mundano, é amor ao "mundo".
Neste sentido, nem todas as produções humanas da sociedade não cristã são necessariamente más em essência, mas se meu coração permitir que essas produções ocupem espaço nele de forma a interromper o verdadeiro Amor de Deus, neste momento, eu estou amando o mundo e impedindo o Amor real de Deus.
Notem que eu digo que nem todas as produções são más, porém é lógico que há muita coisa declaradamente má no mundo.
Se eu sou um cristão e tenho uma mentalidade cristã, no entanto, devo aprender a discernir todas as coisas pelo prisma da minha relação com o Cristo vivo que interage comigo.
Porque esta questão gira em torno disto. As pessoas que agem movidas pela natureza carnal e pecaminosa não conseguem exercer este discernimento; para estas o mundo de fato se torna objeto de fascínio e amor numa relação de promiscuidade de alma.
Mas para os espirituais, entretanto, há liberdade e pureza de intenções constantes.
Existem estes dois grupos na Igreja de Jesus.
Existem carnais e espirituais, os que amam o mundo e os que usam do mundo sem dele abusarem:
1 Coríntios 7:31
"E os que usam deste mundo, como se dele não abusassem, porque a aparência deste mundo passa."
A dificuldade no meio dos cristãos tem a ver com isto.
De fato há diferença de pessoa para pessoa no trato com Deus e com o mundo.
1. Para uns, não se pode ouvir o que chamam de "música do mundo", por exemplo.
2. Para outros, não somente ouvem música composta por não-cristãos como permitem que seus corações se envolvam com a cultura e a mentalidade exposta nas canções de tal forma que seus afetos sejam direcionados para o espírito do mundo que flui, não só em músicas, como pode fluir em tudo no mundo.
3. Mas há um terceiro grupo, que já tem capacidade do Espírito de discernir as coisas e de viver no mundo sem dele ser, este terceiro grupo é bem seleto e raro, são poucos os que dele fazem parte. São os capazes de usar do mundo sem dele abusarem. Podem usar uma música ou qualquer outra forma de arte e literatura e extraírem o bem sem serem afetados pelo mal.
Para este último grupo, certas porções da Palavra fazem muito sentido, como:
"Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes, o seu entendimento e consciência estão contaminados." (Tito 1:15)
e ainda:
"Examinai todas as coisas, retende o que é bom" (1 Tessalonicenses 5:21)
Assim, vemos que existe a possibilidade de variações nos corações humanos. E essas variações determinam fatores como: Carnalidade ou espiritualidade, maturidade ou infantilidade, pureza ou contaminação, etc.
Há a possibildade de ser espiritual se abstendo das produções que há no mundo
Há a possibilidade de ser espiritual utilizando produções que há no mundo
Há a possibilidade de ser carnal se abstendo ou utilizando das produções que há no mundo.
Qual, pois, é o fator que faz a diferença?
O amor
Quando as produções que há no mundo são poderosas para interromperem meu amor por Deus, eu amo o mundo.
Quando meu amor por Deus é poderoso para que eu use do mundo sem ser contaminado, eu amo a Deus.
Neste sentido serei mais espiritual quanto mais capacidade tiver de usar do mundo sem dele ser.
De absorver o bem sem absorver o mal ou ser absorvido pelo mal.
Como isto exige crescimento, discernimento e ousadia, geralmente é mais fácil a opção da clausura da alma, do afastamento de tudo e de todos como forma de auto-preservação psico-espiritual-emocional.
Ao olharmos Jesus, nos Evangelhos, vemos que Ele tinha o poder de se misturar a pecadores sem absorver o mal que neles havia.
Era com frequencia condenado e criticado por religiosos adeptos da mentalidade do apartheid religioso.
Jesus introduziu o conceito de ser sal da terra a partir de sua própria conduta no meio do mundo.
O discípulo precisa aprender com o Mestre a ser sal ao se misturar no ambiente e na cultura em que se encontra.
Para isto ele conta com o Espírito do próprio Cristo nele que será sempre o capacitador de todo discernimento entre o bem e o mal, a verdade e a mentira, a luz e as trevas.
Você está disposto a crescer na direção desta liberdade de discernimento?